segunda-feira, 13 de junho de 2016

NO QUE O ESPIRITISMO ACREDITA E NÃO ACREDITA

 


 
 
1 - Não acreditamos mesmo. Pois, foi o próprio Jesus que deixou claro que Ele não era Deus. Exemplo: "Pai, NAS TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO" - (Lc 23:46). Mesmo após a sua morte e ressurgimento espiritual, Jesus continua a demonstrar, com suas palavras, que permanece a dualidade e desigualdade entre Ele e Deus: "Subo para MEU PAI e vosso Pai, para MEU DEUS e vosso DEUS." - (Jo 20:17) 
 
2- Nós não acreditamos que “tudo” que esteja na Bíblia seja a palavra de Deus. Porque o Antigo Testamento há uma PARTE HUMANA e uma PARTE DIVINA.
A PARTE HUMANA expressa as ideias que os hebreus faziam quanto à origem do Universo, a criação da Terra e dos seres que a habitam e contém leis civis e disciplinares escritas por Moisés e outros dirigentes hebreus.  PARTE DIVINA são os 10 mandamentos.
Tanto que, muitas leis de Moisés dizem para: “... apedrejar até a morte”, caso não sejam seguidas. E uma das leis contidas nos 10 mandamentos diz: “ não matarás”. Então, se todas as leis fossem de Moisés, este seria contraditório. Da parte humana da Bíblia, muita coisa ficou ultrapassada pelo progresso do conhecimento humano e mudança dos costumes sociais. Exemplo: O homem que se deitar com outro homem (homossexualismo) será punido até a morte (Levítico, 20: 13);   Deficientes físicos estão proibidos de aproximar-se do altar do culto, para não profaná-lo com seu defeito (Levítico, 21: 17-23); Os adúlteros serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 22: 22);  Quem trabalha no sábado será morto(Êxodo, 35:2); Os filhos desobedientes e rebeldes, que não ouçam pais e se comprometam no vício, serão apedrejados até a morte (Deuteronômio, 21: 18-21), dentre outros. Como vemos, não são só os espíritas que não seguem o antigo testamento. Cremos que ninguém segue tais leis.
Observemos o que Jesus disse:  "Vocês ouviram o que foi dito (por Moisés no passado): 'Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo.' Mas eu (Jesus) lhes digo: "Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem (...)" Jesus deixou claro que seus ensinamentos, que são os mesmos de Deus, são diferentes dos de Moisés.
 
3-  Se o Cristo tivesse levado o pecado do mundo o mundo não estaria cheio de pecadores e pecados. Para nós espíritas Jesus não morreu para nos salvar; Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação. Para nos libertarmos dos “pecados”, ou seja, dos nossos erros, das nossas falhas morais, devemos estar dispostos a contribuir, utilizando os ensinamentos Dele como nosso guia. É cômodo pensar que estamos “salvos”, assim continuaremos a pecar, errar e transgredir as leis de Deus e, consequentemente, a plantar dores e aflições. 
 
4- Nós acreditamos na reencarnação e não na ressurreição. Reencarnação é uma palavra criada por Allan Kardec que significa a volta do espírito “NA” carne, “NUMA NOVA CARNE”. E ressurreição significa “RESSURGIR”. Muitos entendem a ressurreição como o ressurgimento do espírito na carne, mas “NA MESMA CARNE”, ou seja, no mesmo corpo que morreu. Mas, como pode um espírito ressuscitar (ressurgir), por exemplo, num corpo carbonizado, ou que foi comido pelos peixes, etc.? Então, reencarnação  significa o retorno do espírito em um novo corpo carnal; e ressurreição significa o retorno do espírito no mesmo corpo carnal, o que cientificamente é impossível.
 
5- Os sete sacramentos católico são 1- batismo, 2- confissão, 3- eucaristia, 4- confirmação (ou crisma), 5- matrimônio, 6- ordens sagradas, 7- unção dos enfermos.  Nós não batizamos porque o Espiritismo não adota ritual. João mergulhava as criaturas nas águas do Jordão, num ato simbólico de batismo, para anunciar a vinda do Cristo e convidar o povo a se arrepender dos seus pecados e, se propor a uma renovação moral. Portanto, para os espíritas, o batismo, foi tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. Há muitos batizados cometendo delitos, e há muitos que não são batizados que vivem de maneira cristã. Acreditamos que seremos julgados pelos nossos atos e não por sermos ou não batizados. É o que fica evidente, em passagens como estas: “Arrependei-vos, fazei penitência, porque é chegado o reino dos céus”; “Eu na verdade, vos batizo com água para vos trazer à penitência; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”. Aqui, João deixa claro que, Jesus batizaria as pessoas não mais com água, mas com o Espírito Santo e com o Fogo. Confissão, eucaristia, crisma, ordens, são criações do catolicismo, não está mencionado no Evangelho. O Espiritismo não tem sacerdotes, não há hierarquia, há distribuição de funções que pode ser trocado de tempo em tempo. Matrimônio espírita é só no civil, a cerimônia no templo também não está no Evangelho. É só um ritual. Quem abençoa nosso casamento somos nós mesmos utilizando nele os ensinamentos de respeito, fidelidade, amor, tolerância, etc., ensinadas pelo Cristo. E unção dos enfermos é um ato que também não está no Evangelho. É o ato de ouvir o desabafo de um enfermo, levar-lhe uma boa palavra, estimular sua fé, e dar-lhe o perdão de Deus. Nós espíritas ouvimos, damos passe, tentamos passar boa palavra e estimulamos sua fé, sua resignação porque é um ato de caridade, mas não achamos que temos o poder de perdoar os pecados da pessoa. Acreditamos que ela terá que resgatar suas faltas. É muito fácil errarmos a vida toda e no final dela nos arrependermos e recebermos o perdão. Assim, muitas pessoas viverão a vida de maneira promiscua, ilegal, imoral, desrespeitosa com a sua vida e a do próximo porque acreditam que no final da vida poderão ser perdoadas.  
 
6 - Antigamente, havia coisas consideradas como maravilhoso ou sobrenatural. Algumas nem eram fatos reais, mas apenas crendices ou superstições sem fundamento. Outras eram fenômenos verdadeiros (fatos naturais) e foram consideradas milagres por estarem mal explicadas ou serem desconhecidas as suas causas.
O círculo do maravilhoso ou do sobrenatural vem diminuindo ao longo dos tempos, pelo progresso do conhecimento humano, através:
da Ciência, que revela as leis que regem os fenômenos do campo material;
do Espiritismo, que revela e demonstra a existência dos espíritos e como agem sobre os fluidos, explicando certos fenômenos como efeitos dessa causa espiritual.
As curas realizadas por Jesus, por exemplo, foram consideradas pelo povo como milagres, no sentido que a palavra tinha na época: o de coisa admirável, prodígio.
Atualmente, o Espiritismo esclarece que os fenômenos de curas se dão pela ação fluídica, transmissão de energias, intervenção no perispírito, e permite examinar e compreender as curas realizadas por médiuns (espíritas ou não) ou por pessoas dotadas de excelente magnetismo. Essa explicação não diminui nem invalida as curas admiráveis, feitas por Jesus; pelo contrário, leva-nos a reconhecer que Jesus tinha alto grau de sabedoria e ação, para poder acionar assim as leis divinas e produzir tais fenômenos.
 
7 - Segundo a doutrina da Igreja os demônios foram criados bons e tornaram-se maus por sua desobediência: são anjos colocados primitivamente por Deus no ápice da escala, tendo dela decaído. Segundo o Espiritismo os demônios são Espíritos imperfeitos, suscetíveis de regeneração e que, um dia serão espíritos elevados (anjos). Os que por má-vontade persistem em ficar, por mais tempo, nas classes inferiores, sofrem as conseqüências dessa atitude, o hábito do mal dificulta-lhes a regeneração. Um dia, a fadiga dessa vida penosa e das suas respectivas consequências os farão mudar; eles comparam a sua situação à dos bons Espíritos e compreendem que o seu interesse está no bem. Deus fornece-lhes constantemente os meios, porém, com a faculdade de aceitá-los ou recusá-los. Se o progresso fosse obrigatório não haveria mérito, e Deus quer que todos tenhamos o mérito de nossas obras. Ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio; mas o primeiro lugar a todos é franqueado à custa do esforço próprio.
Os anjos mais elevados conquistaram a sua graduação, passando, como os demais, pela rota comum.

 

Compilação de Rudymara

MALEDICÊNCIA É O ATO DE FALAR MAL DAS PESSOAS

 
 
"Certa feita, um homem esbaforido achegou-se ao grande filósofo Sócrates e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Escuta, Sócrates... Na condição de teu amigo, tenho alguma coisa de muito grave para dizer-te, em particular...
- Espera!... - ajuntou o sábio, prudente. Já passaste o que me vais dizer pelos três crivos?
- Três crivos? - perguntou o visitante, espantado.
- Sim, meu caro, três crivos. Observemos se a tua confidência passou por eles. O primeiro é o crivo da verdade. Guardas absoluta certeza quanto aquilo que me pretendes comunicar?
- Bem - ponderou o interlocutor -, assegurar, mesmo, não posso... Mas, ouvi dizer e...então...
- Exato. Decerto peneiraste o assunto pelo segundo crivo, o da bondade. Ainda que não seja real o que julgas saber, será pelo menos bom o que me queres contar?
Hesitando, o homem replicou:
- Isso não ... Muito pelo contrário...
- Ah! - tornou o sábio - então recorramos ao terceiro crivo, o da utilidade, e notemos o proveito do que tanto te aflige.
- Útil?!... - aduziu o visitante ainda mais agitado. - útil não é...
- Bem - rematou o filósofo num sorriso -, se o que me tens a confiar não é verdadeiro, nem bom e nem útil, esqueçamos o problema e não te preocupes com ele, já que de nada valem casos sem qualquer edificação para nós. . . "


OBSERVAÇÃO DE RICHARD SIMONETTI: Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. Definição bem amena para um dos maiores flagelos da Humanidade. Mais terrivel do que uma agressão fisica. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências. Mais insidiosa do que uma epidemia, na forma de boato - eu "ouvi dizer" alastra-se como rastilho de pólvora. (...) Tribunal corrupto, nele o réu está, invariavelmente, ausente. É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia. (...) A maledicência tem sua origem, sem dúvida, no atraso moral da criatura humana. Intelectualmente, a Humanidade atingiu culminâncias. Chegamos à Lua, desintegramos o átomo. Moralmente, entretanto, somos subdesenvolvidos, quase tão agressivos e inconseqüentes como os habitantes das cavernas, e, se o verniz de civilidade nos impede de usar a clava, usamos a língua, atendendo a propósitos de auto-afirmação, revide, justificação ou pelo simples prazer de atirar pedras ein vidraças alheias. (...) Jesus adverte que o maldizente fatalmente será vítima da maledicência, quer porque onde estiver criará ambiente propício à disseminação de seu veneno, quer porque a Vida o situará, inelutavelmente, numa posição que o sujeitará a críticas e comentários desairosos, a fim de que aprenda a respeitar o próximo. Deixando bem claro que a ninguém compete o direito de julgar, o Mestre recomenda que, antes de procurarmos ciscos no olho de nosso irrnäo, tratemos de remover a lasca de madeira que repousa, trânqüila, no nosso.
 
Richard Simonetti
Richard Simonetti (Bauru, 10 de outubro de 1935) é um escritor espírita brasileiro.
Durante 36 anos foi presidente do Centro Espírita Amor e Caridade, de Bauru, entidade que realiza amplo trabalho de divulgação da Doutrina Espírita e exercício da filantropia, com perto de 800 voluntários e atendimento de perto de 25.000 carentes, anualmente.
Articulou o movimento inicial de instalação dos Clubes do Livro Espírita, que prestam relevantes serviços de divulgação em dezenas de cidades. É colaborador assíduo de jornais e revistas espíritas, notadamente O Reformador, O Clarim e Folha Espírita. Vem percorrendo todos os estados brasileiros e alguns países em palestras de divulgação da Doutrina Espírita.
 

Renovai-nos pela transformação espiritual da vossa mente.

 

Quem souber dominar seus pensamentos, saberá governar a sua vida. 

Mente, este veículo Divino, de uma velocidade que nós desconhecemos. 

Um motorista na direção de um carro precisa de domínio e controle, ser consciente da sua responsabilidade, para não fazer do veículo uma arma, onde ele mesmo poderá ser a vítima.

O mesmo acontece com a nossa mente, quando não temos domínio sobre ela, passamos a ser vítimas do negativismo, pessimismo, derrota, fracasso falta de fé em Deus, na vida e em si mesmo. 

Nossa mente é uma casa que Deus nos deu de presente, uma casa rica, bela e cheia de amplidão. 

Rica de inteligência, bela de raciocínio e cheia de amplidão onde você podemos descortinar os grandes horizontes da vida. 

E você acaba se isolando se trancando perdendo assim a abençoada oportunidade de usufruir desse tesouro Santo.

A mente é um instrumento que precisa estar sempre afinado, ou seja em sintonia com Deus e com a vida. 

Lamentavelmente o ser humano ainda é bastante desanimado quando o assunto é exercitar a mente. 

Ele desconhece que quanto mais exercício, mais você tem saúde e longevidade de vida, mesmo porque o pensamento é a semente da atividade. 

Uma mente adestrada é o controle de si mesmo é o equilíbrio dos sentidos, do olhar, da respiração, do paladar, dos ouvidos, dos gestos, dos passos e de seus atos. 

A mente é a base do homem, se os alicerces forem sólidos o edifício é seguro. Vivemos clamando a Deus por um mundo melhor. 

Os benfeitores nos ensinam que o mundo é a nossa própria mente. 

O mundo só melhora na medida em que melhorarmos a nossa mente.

Portanto meus irmãos tudo isto que ouvimos nessa mensagem fica bastante claro que:

O verdadeiro encontro com os homens, nasce do verdadeiro encontro com Deus, e isto só acontece através de uma mente tranquila.

Do livro: Momentos de Reflexão- Vol. 1

Em nosso íntimo (Chico Xavier)

Educação Mediúnica

Posso ter notícias de quem já morreu?

 

A saudade de entes queridos que já deixaram a vida física tortura aqueles que ficaram. Isto é humano, afinal os laços de convivência e amizade jamais se perdem. Como esquecer os pais, filhos, cônjuges e autênticos amigos que já não estão mais conosco na convivência diária? Impossível. Por isso vem a saudade, muitas vezes doída...


Mas, a imortalidade da alma, caro leitor, é algo palpável. Sim, palpável pelo raciocínio. Basta pensar na inutilidade de toda esperança, de toda luta, de tantos vínculos de amor, se tudo se acabasse com a morte... Incoerente, não é mesmo? Incoerente inclusive com a grandeza e bondade de Deus, Pai justo e sábio, que não criaria os filhos para depois acabar com eles... e pior, em tão pouco tempo. Para quê tudo isso, então? A lógica e o bom senso indicam que continuamos, após a morte, a ser o que éramos e prosseguindo o progresso através de novas oportunidades.

Se somos adeptos de qualquer religião, somos pois, espiritualistas. Isso implica que aceitamos a continuidade da vida após a morte do corpo. Se a vida continua, nossos seres queridos estão em algum lugar. E também devem sentir saudades, não é mesmo? E não poderiam nos visitar, estar conosco? Qual o absurdo dessa ideia?

O único obstáculo é que agora utilizam corpo diferente do nosso. São invisíveis aos nossos olhos, mas continuam a existir, conservam seus gostos, ideias, emoções e sentimentos; mantém seus interesses e buscam o ideal que se dedicavam quando na Terra.

Pois bem, e podemos ter notícias deles? Sim, podemos. É comum que enviem notícias através dos sonhos, das intuições. E muitas vezes através da mediunidade, em comunicações escritas ou verbais. Mas neste caso, é preciso muito cuidado. Cuidado para não sermos enganados por médiuns charlatães que tiram proveio da credulidade humana.

Por outro lado, para enviar ou receber notícias, há que se considerar o mérito e as condições morais/espirituais/emocionais das partes envolvidas. As condições de quem já partiu são muito variadas e dependem da vida moral que a pessoa adotava quando na vida física. O mérito de quem deseja notícia, as condições para que uma comunicação aconteça tem também grande peso na ocorrência do fenômeno. Por esta razão, é preciso conhecer o assunto antes de envolver-se com ele. E para entender recomendamos os livros O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec.

Orson Peter Carrara

Ovoidização - Grave Patologia do Perispírito

 

O corpo mental (espírito) modela o corpo espiritual (perispírito) que, por conseguinte, define o corpo físico, assim, o perispírito ou psicossoma, formado de matéria sutil e plástica, é diretamente influenciado pelas ações mentais do espírito. 

Na falta de estímulo mental os órgãos que compõem o perispírito se atrofiam e se retraem dando início à ovoidização. Essa regressão biológica e da morfologia do corpo espiritual, que define o surgimento do ovoide, caracteriza-se pela contração paulatina da forma humana na perda dos membros, na grande redução do tronco levando, ao final, a uma massa compacta que pode variar em tamanho e coloração. Então, podemos afirmar que o ovoide configura-se pela ausência da forma e pela falência do processo consciente. 

Essas esferas vivas ou corpos ovoides, como nos ensinam os espíritos, possuem tamanhos entre uma laranja e um crânio humano, aproximadamente. Essa falta de estímulo mental é comumente motivada pelo monoideísmo, que se define na fixação do pensamente em uma única ideia, onde tudo o mais se mostra desinteressante, levando o pensamento a permanente ciclo vicioso. Na obra “Evolução em dois Mundos”, André Luiz explica que as imagens mentais no monoideísmo são repetidas indefinidamente e que o espírito acaba perdendo a noção de espaço e de tempo. Nestas circunstâncias só a reencarnação possibilita a reversão do processo promovendo o despertamento da alma. 

A desvitalização do perispírito, fruto de um metabolismo vital extremamente reduzido e de pouquíssima atividade consciencial, causada pela ovoidização, significa sempre muita perda de tempo no processo evolutivo. Cabe lembrar, que o patrimônio espiritual, conquistado nos milhões de anos que marcam o surgimento do princípio inteligente até o ser pensante, bem como nas inúmeras experiências reencarnatórias vividas pelo espírito, continua retido e não se perde. No entanto, grande esforço será demandado pela espiritualidade amiga e muitas reencarnações serão imprescindíveis para a devida reconstituição perispiritual. 

Mas quais são as causas do monoideísmo? O Espiritismo nos mostra que as energias do pessimismo, da autodestruição, da angústia, a focalização do ódio, a revolta, a vingança, o orgulho, nos levam a um processo depressivo de longa duração que pode se transformar em uma ideia fixa. Nos dias atuais, em que a sociedade humana se encontra envolta no materialismo e distante do pensamento religioso, fica a certeza que o número de ovoides está aumentando. 

No livro “Ícaro Redimido”, prefaciado pelo amoroso Bezerra de Menezes, os autores nos falam sobre os ovoides. A obra citada, que analisa a vida de Santos Dumont no plano espiritual, descreve a possibilidade de ovoidização inerente ao suicida que permanece em sono reparador, pois quando desperta e entra em contato com sua realidade desesperadora e na ausência de recursos íntimos, num instinto de auto defesa, mergulha nas zonas inferiores do inconsciente. Neste caso, o despertar é automaticamente inibido e passa a provocar a retração do metabolismo mental. 

A ovoidização não pode ser admitida como fantástica ou absurda, pois está submetida às leis divinas e aos mesmos princípios da miniaturização ou restringimento, inerentes ao processo reencarnatório, como nos ensina a literatura espírita, mormente a referenciada por André Luiz, onde, na oportunidade, o perispírito sofre uma contração. No caso dos ovoides, a miniaturização, ou seja, a contração, ocorre fora do momento de nascer para a vida física, sendo, portanto, uma ocorrência patológica. Lembramos que o perispírito no seu caminhar evolutivo é um organismo energético, impulsionado por duas forças básicas: uma de expansão (caracterizada pelo aumento do metabolismo) e outra de contração (caracterizada pela diminuição do metabolismo). Os momentos do nascimento e da desencarnação são os ideais para a verificação destas forças. Na reencarnação temos o impulso contrativo do corpo espiritual e quando o espírito, por meio do perispírito, entra em contato com o corpo material dispara um impulso expansionista. 

Os ovoides se alimentam, preferencialmente, das emanações psíquicas de suas vítimas, encarnadas ou não, e comumente se fixam próximos ao centro cerebral, levando o hospedeiro ao esgotamento das energias mentais, causando graves transtornos. As vítimas dos ovoides, pela Lei de Ação e Reação, são as que possuem fatores predisponentes como a culpa, o remorso, o ódio, o egoísmo, onde as suas energias mentais
permitem vínculos menos nobres. 

André Luiz, em “Libertação”, conta o caso de Margarida, que encarnada, sofria um intenso processo obsessivo, sendo vampirizada por dezenas de corpos ovoides atados ao seu cérebro perispiritual por meio de fios sutis. Seus cruéis obsessores utilizavam os ovoides como parasitas espirituais, joguetes de subjugação e tortura. Na espiritualidade inferior os ovoides são usados como armas de perseguição e por isso são temidos, pois levam à depressão, à demência, à loucura etc. 

A cura do ovoide é demorada e se dá por meio de inúmeras reencarnações. Os autores do livro “Ícaro Redimido” chamam essas reencarnações “frustradas”, de ensaios biológicos de desovoidização, pois produzem verdadeiras aberrações, mas de grande valor terapêutico para o refazimento do molde espiritual.

Tais ensaios resultam nas patologias da gravidez, nas deformações embrionárias entre outras. Mesmo assim, ainda nascerão como doentes mentais ou portadores de malformações genéticas. Mas, tristemente, apontam os espíritos, a maioria das vítimas da ovoidização não se restabelecerá completamente e será enviada para humanidades primitivas a fim de seguirem no processo evolutivo. 

Uma prova física da existência dos ovoides são alguns casos de cisto dermoíde, que é uma malformação embrionária rara e não explicada completamente pela medicina. Consiste em um tumor que surge na região frontal do encarnado apresentando pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas, cartilagens, ossos e dentes. Tais ocorrências demonstram, racionalmente, que junto com a vítima, o ovoide participou de um ensaio reencarnatório, onde intensamente vinculado ao seu hospedeiro no mundo espiritual, e na oportunidade da reencarnação, renasceu jungido a ele. 

Que a dádiva do conhecimento espírita seja o fanal luminoso na condução dos nossos pensamentos, mantendo-nos vigilantes e cada vez mais imunizados contra as patologias da alma. 

Fonte: Revista O Espírita nº 126, maio/agosto 2008.

Bibliografia pesquisada:
-Evolução em dois Mundos, André Luiz, psicog. Chico Xavier e Waldo Vieira, cap. XII e XV, FEB.
-Libertação, André Luiz, psicografia Chico Xavier, cap. VI, VII e IX, FEB.
-Obsessão / Desobsessão, Suely Caldas Schubert, cap. 16, FEB.
-Ícaro Redimido, Gilson Teixeira Freire e Adamastor (espírito), cap. II, VI a VIII, Inede.